sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Música: Lady Gaga - Eh,Eh (Nothing Else I Can Say)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Tanatologia - a morte faz parte da vida

Terminei meu curso de Tanatologia! Foi excelente e, ao contrário do que muita gente pensa, estudar sobre a morte não é algo mórbido. Não vou dizer que foi fácil o tempo todo; às vezes a gente sofre ao ouvir relatos e casos clínicos. Mas a abordagem do curso é feita de forma leve, cuidadosa, o que facilitou a aprendizagem dos módulos. Na conclusão do curso, escolhi falar sobre a morte como tabu. Por que as pessoas não falam sobre a morte? Por que é tão difícil? Será que foi sempre assim?

A morte faz parte da vida. É uma realidade, uma etapa da existência humana pela qual todos iremos um dia passar. Já que é algo natural, deveria ser vista com naturalidade, não é mesmo? Mas na prática, não é isso o que acontece. Muitos se recusam a falar sobre o assunto e há os que não conseguem sequer pensar nela.

Somos o tempo todo bombardeados com notícias de morte; os telejornais a noticiam frequentemente - assassinatos, guerras, acidentes - e ela parece ter ficado banalizada. Mas não é essa morte que é tabu. Essa é uma morte distante, que ocorre longe de nós, com pessoas com as quais não temos contato. Já a morte que está perto - de um parente ou amigo -, que nos atinge diretamente, traz um sofrimento profundo e faz com que olhemos para dentro de nós mesmos. Essa morte sim, é tabu.

No decorrer da vida sofremos uma série de perdas e a cada perda significativa que é vivenciada, morre-se psicologicamente - seja um casamento que é desfeito ou um emprego que é perdido.
Toda perda precisa ser elaborada e isso não é fácil. Diante da dificuldade em relação à morte, muitas pessoas negam a existência dela, evitando toda e qualquer situação que envolva o assunto. Essas pessoas não comparecem a velórios porque não suportam o incômodo que a morte do outro lhes provoca, fazendo-as pensar na sua própria finitude. O sentimento mais comum diante da morte é o medo. Ele não é inato, mas é inerente ao processo de desenvolvimento humano.

Mas não foi sempre assim. Ao longo da história da humanidade, a relação do homem com a morte passou por transformações. Houve um tempo em que ela era vista como uma etapa natural da vida e a atitude do homem diante da morte era de resignação. Ao longo dos séculos isso foi mudando até chegarmos aos dias de hoje, quando a morte é vista como vergonha, como fracasso. Já não se morre mais em casa, cercado das coisas que se gosta e das pessoas queridas; hoje é comum se morrer sozinho, dentro de um hospital .

Emoção precisa de expressão, mas hoje somos incentivados a conter nossas emoções. Quando perdemos alguém , as pessoas - no intuito de ajudar - acabam reprimindo a expressão da nossa dor, dizendo-nos para "sermos fortes" e "aceitarmos a vontade de Deus". Mas é preciso botar pra fora o que está apertando o peito, antes que isso possa se transformar em uma doença dentro da gente. Ao sofrermos uma perda é natural sentirmos revolta, tristeza ou desânimo.E quanto maior a perda, mais fortes serão esses sentimentos.

Se no início do século XX o sexo era um tabu, hoje é a morte que ocupa esse lugar. Ela é escondida das crianças, que são impedidas de vivenciar os momentos de dor junto à família.Crianças pequenas, menores de 5 anos de idade não reconhecem a irreversibilidade nem a universalidade da morte, assim como não sabem diferenciar os seres que morrem dos que não morrem. Entre os seis e os nove anos de idade, elas já conseguem distinguir essas características. Como tem uma grande capacidade de observação, a criança percebe que algo grave aconteceu pelos sinais à sua volta - como a agitação dos adultos, o choro, as conversas -, se ninguém conversa com ela sobre esse assunto ela pode se sentir desamparada, sem ter com quem conversar, confusa entre o que percebe e o que lhe é dito. Ao contrário do que pode pensar o adulto, falar com a criança sobre a morte e inseri-la no ritual de despedida não irá aumentar a sua dor, mas sim facilitar a elaboração de seu luto e prepará-la para a vida, uma vez que a perda e o sofrimento fazem parte da vida.

Ao perder um parente próximo e querer informações sobre o que aconteceu, a criança deve receber todas as explicações que necessitar. Cabe a ela decidir o que quer ver e saber. Dedicar um tempo para conversar sobre a morte com a criança, numa linguagem que seja compreensível a ela, é a melhor forma de ajudá-la a superar a perda e não criar traumas em relação à morte. Isso será de grande importância para a vida futura da criança.

Responder aos questionamentos infantis com explicações como “Papai do céu levou” ou “Foi fazer uma viagem muito longa” representa uma atitude inadequada que transmitirá à criança uma mensagem negativa relacionada à morte e a um Deus cruel, que castiga.

A Tanatologia trata de uma educação para a morte, que é uma educação para a vida, porque a morte faz parte da vida. Se fôssemos todos familiarizados com a morte desde cedo, provavelmente teríamos uma relação diferente com ela.

A forma como uma pessoa encara a morte depende de como ela sente que foi a sua vida – realizada e significativa ou sem sentido e cheia de frustrações. Assim, pode-se dizer que morrer é mais fácil para aqueles que acreditam terem feito a sua parte e mais difícil para os que pensam não terem alcançado os objetivos que desejavam. Reconhecer que a morte faz parte da vida possibilita o despertar para a tomada de consciência de valores mais profundos. A morte é uma realidade que convida a refletir, a buscar um sentido, a valorizar os preciosos momentos que passamos ao lado daqueles que amamos. Falar sobre a morte é falar sobre a vida.


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A bibliografia sobre o assunto morte é vasta. Deixo aqui algumas sugestões de livros interessantes, de linguagem simples, caso alguém tenha interesse.

De Evaldo A. d’Assumpção:

- Dizendo adeus: (como viver o luto, para superá-lo).
- Os que partem, os que ficam.

De Maria Júlia Kovács:

- Educação para a morte: temas e reflexões.
- Morte e desenvolvimento humano.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Você conhece o Matt?

Você conhece o Matt? Ele é um cara que um dia resolveu viajar e um amigo propôs que ele fizesse uma dança ( na verdade a única que ele sabia fazer) no vídeo que iriam filmar. Aí o vídeo foi ficando conhecido, as pessoas foram gostando e uma empresa resolveu patrociná-lo pra fazer a sua dança em viagens ao redor do mundo. Hoje, no YouTube, o vídeo já ultrapassou 25 milhões de exibições.

Acho esse vídeo incrível, contagiante, além de muito original. Matt aparece fazendo sua dancinha em diversos países, ao lado de caranguejos, flores, crianças, macacos, orquestra, no fundo do mar ,na ausência da gravidade e por aí vai. Gosto de pensar na experiência interessante que ele teve durante essas viagens, conhecendo culturas, pessoas e paisagens diversas. Gosto da alegria que o vídeo transmite, de ver as pessoas embarcando com leveza e bom humor na brincadeira. Gosto de vê-lo parar a dança por uns segundos, para acompanhar a coreografia das indianas. Gosto de ver no rosto dele o quanto ele se diverte fazendo aquilo.Gosto da música escolhida para ser tema do vídeo; chego quase a me emocionar. Gosto de tudo isso: da dança, do bom humor, da leveza, mas sobretudo do que o vídeo desperta em mim; algo que, como todo sentimento, é difícil de colocar em palavras, mas tão fácil de sentir que quando meu dou conta estou a sorrir !!!

Pra saber mais sobre ele, vá para Where The Hell Is...Matt?

Música: Fidelity

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma escada que é um piano - The Fun Theory

Em Estocolmo, na Suécia, um exemplo do que a criatividade - aliada ao dinheiro, é claro - é capaz de fazer. A escada do metrô ficava sempre vazia porque os usuários preferiam utilizar a escada rolante ( reflexo dos tempos de sedentarismo e pressa em que vivemos).

Mas tudo mudou quando a escada foi transformada em um piano, onde cada degrau ao ser pisado passou a emitir o som de uma nota musical. As pessoas esqueceram a preguiça e passaram a escolher a escada comum, ao invés da escada rolante. Subir a escada passou a ser algo divertido. "The Fun Theory" acredita que o jeito mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor é fazer dessa mudança algo divertido. Muito interessante!

Quer conhecer mais sobre o assunto? Visite The Fun Theory .


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O fútil que pode ser útil

Todo mundo tem problemas. Algumas pessoas enfrentam tragédias, sofrem traumas que ficam marcados na história de vida delas. Outras enfrentam questões que são corriqueiras, mas nem por isso menos dolorosas. Sofrimento não se mede. O que para uma pessoa pode parecer algo bobo e de possível solução a curto prazo, para outra pode ser o fim do mundo e causar um enorme desgaste emocional. É preciso sempre ter respeito pela dor do outro. A dor não é opcional, ela aparece para todos, mais cedo ou mais tarde.

Já o sofrimento, ou melhor dizendo, a forma como uma pessoa reage a uma dor sentida, essa, dizem, pode ser opcional. Tudo depende de quem sente: da personalidade dela, da estrutura psíquica, de como a pessoa aprendeu a conviver com a dor. Algumas pessoas sofrem intensamente - entre essas há aquelas que sofrem e se reerguem e há as que sofrem e não conseguem sair do fundo do poço sozinhas - , outras sofrem e logo dão a volta por cima, tamanha é a capacidade de superação que possuem; já outras sufocam o sentimento e se concentram em outra coisa para não pensar na dor - é o famoso "jogar a sujeira para debaixo do tapete", que pode até dar às pessoas ao redor a impressão de que a sala está limpinha, mas logo chegará um dia em que o acúmulo se tornará tão grande, que já não caberá sob o tapete.

Acredito que alguns traumas jamais são superados totalmente. Mas penso que é possível lidar com as marcas deixadas por eles e seguir a vida adiante com alegria e qualidade. No final das contas, o mais importante não é o que aconteceu com a gente, mas o que vamos fazer com aquilo que aconteceu com a gente; é como vamos enxergar o que houve e o que faremos em relação a isso ao longo do nosso caminhar.

Algumas coisas ajudam a tornar a nossa caminhada mais suave. Uma delas é a nossa rede de suporte: família, amigos, pessoas que nos querem bem e estão dispostas a oferecer um ombro, a estender uma mão. E graças a Deus, elas sempre existem. Outra é a terapia - com um bom profissional, vale dizer. Falar sobre as nossas questões mais profundas é extremamente terapêutico, nos propicia o auto-conhecimento, nos faz compreender a maneira como funcionamos - esclarecendo porque funcionamos de uma determinada forma e não de outra -, nos auxilia a rever comportamentos, a mudar atitudes.

A terceira ajuda que temos para lidar com as pressões e problemas cotidianos vem da arte e suas variadas formas de expressão: música, dança, pintura, escultura, literatura e por aí vai. Os Titãs já diziam em uma música antiga que "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte... ". A arte, pelo menos para mim, é essencial. Ao ler um bom livro, assistir a um bom filme, ir a um espetáculo de balé ou a uma exposição interessante, me transporto para um mundo leve e saio da experiência revigorada.

Outra coisa que funciona muito para relaxar e ter um olhar novo sobre a vida são as viagens. Quando a gente viaja, nossa percepção fica mais aguçada e nossos sentidos trabalham de forma mais apurada. Ficamos mais abertos ao novo e por alguns momentos esquecemos dos problemas que deixamos em casa.

Algumas vezes, basta descansarmos a mente com assuntos superficiais para trazermos um pouco de leveza à vida. Eu, humana que sou, trazendo comigo as marcas da minha história de vida, preciso dessa leveza. Eu, que sempre me vi dividida entre o profundo e o superficial, entre o material e o espiritual, entre o fútil (o que pouco me acrescenta) e o útil ( o que me faz crescer), descobri que sou os dois lados e que um não anula o outro. Quando percebi que o fútil estava fazendo falta para equilibrar a minha seriedade diante da vida, achei estranho e, a princípio, relutei. Mas depois que percebi que o fútil - desde que bem dosado - pode ser útil, decidi me assumir por inteira, criei outro blog e relaxei.

Hoje eu me permito transitar pelos dois lados que apesar de parecerem contrários, se complementam. Nesse blog falo sobre o que não é palpável, o que as mãos não podem tocar, mas que tocam o meu coração e a minha alma; nesse outro blog aqui falo e mostro coisas palpáveis - quer dizer, dependendo da grife, nem sempre (rs rs rsrs) - mas que de certa forma também tocam minha alma feminina que adora bater perna em um shopping!

Eu continuo sendo a mesma pessoa que valoriza o conteúdo, que se comove com o sofrimento alheio, que adora bater um papo cabeça e filosofar sobre a vida. Mas se eu puder fazer tudo isso com um belo sapato nos pés, melhor ainda!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Música do filme "Quem quer ser um milionário"



Adoro tudo nesse filme!Mereceu cada Oscar que ganhou!